17 de junho de 2010

Morte súbita












Agora eu era a menina que chorava sozinha,
menina ingênua, rosa que tua mão esmagou.
Menina mulher que mudou, ferida pelo espinho que restou.
Agora o sonho era apenas meu, só meu.
outra vez na solidão, era o que restava,
e estava ali pronto para não me permitir dormir.
E era frio, chuva, gotas na janela,
derramadas pelas mesmas lágrimas,
derrotada, me senti perdida, na dor do silêncio
no passo vazio, nenhuma vós eu ouvia.
Agora eu sofria de novo
um sofrimento só meu, a noite passou
e não percebi para onde eu ia.
Parti tranquilamente, enquanto dormia.

Joice Inácio 16/06/2010.

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