15 de dezembro de 2010

Brinde comigo,


Sentada à beira da calçada
descalça, ela passa, e fica por ali
sem observar nada, apenas o que não quer ver
ela fica ali parada e parece não viver.
Depois entra já cansada, toma um banho, chega perfumada,
trás um banco com dificuldade,
sobe os quatro degraus da escada e volta para a calçada.
Ás vezes ela chora baixinho, mas não deixa ninguém perceber
não pode derramar lágrimas se não alguém pode ver.
E assim, ela fica ali, não tem pra onde fugir
e não é mais necessário sorrir.
Ninguém sabe pra onde ela olha, nem pra onde quer olhar,
ninguém sabe o que ela procura, mas a garota só quer
alguém para amar.
E é difícil encontrar, quando tudo que conhece, só quer te machucar.
Aceite essa taça de guaraná, e umas balas de menta para acalmar,
porque no fim, não é aqui, que você deve estar.
E a noite acaba,
o filme é esse,
um novo capitulo, que repete o de ontem, todos os dias.
Mas essa será a última vez que brinda comigo.


Joice Inácio, 15 de Dezembro de 2010.

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