3 de dezembro de 2010

Interpretação própria.










Escrevo por prazer, e por não ter mais nada para fazer,
Deitada, o sono é pouco,
parece ignorar o cansaço do meu corpo.

Espalhei sobre a cama dezenas de livros que ainda não li,
mas todos os dias abri.
Talvez por não me dizerem nada,
ou porque talvez eu não queira ouvir.

E aqui fico.
Porque se permaneço me esqueço,
se viro caio, se cair fico.

Me acorde amanhã no último horário do dia.
Porque à noite eu saio, se saio caio, se caio fico.

Nem penteei o cabelo,
joguei o salto embaixo da cama,
e o resto no chão.
Cobri até a cabeça e sumi!

Porque se sumo saio,
se saio caio, se caio fico,
e aqui estou.
Porque se permaneço me esqueço.


Joice Inácio, 30 de Novembro de 2010.

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