6 de fevereiro de 2011

Para não dizer que não falei de...


Dores, cores, flores, amores...
Falei dos sonhos, dos planos,
dos sorrisos, dos amigos, e dos sorrisos dos amigos,
Falei de um dia, uma noite, uma vida,
Falei de uma música, um verso, um livro,
Fiz, desfiz, refiz, de novo, de novo, outra vez.
Calei palavras, desafiei medos, fechei os olhos, travei os dedos.
Falei da pétala, do sangue, das asas, de partir...
Falei de morte, de sorte, de cortes.
E cortei em pedaços, papéis já rasgados agora com mais intensidade
e sem nenhuma continuidade, Fechei.
Dei por fim o que não mais precisava, o que sorria, chorava e guardava.
Falei de um vestido, depois de mais dois,
contei histórias com fim, sem fim, e sobre nós dois.
Falei de uma rua, um trilho, caminho ou estrada,
Falei da janela, luzes acesas e passos na calçada.
Também disse, narrei e contei.
Escrevi, li, reli e chorei.
Apagava, sonhava e sumia e de repente em mim se fazia, Eu!
Um eu que aprendeu a escrever não só descrevendo,
mas a escrever sentindo, sonhando, amando e vivendo.
E foi assim...
Para não dizer que não falei de mim.

Joice Inácio, 6 de Fevereiro de 2011.

Um comentário:

  1. Falas-te de tudo, não deixas-te nada para trás.
    Estou te seguindo, gostei de suas palavras!
    ..um beijo!

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