18 de agosto de 2011

escrevo,



pelas lágrimas antigas que não habitam mais o meu olhar, escrevo para conter as dores, para não ter medo de me apaixonar, escrevo pelos instantes de memória, pelo velho diário, pelas antigas histórias, escrevo para recordar, para reviver, para ser mais forte, para não enlouquecer. Escrevo pela vida, a que vivi, e a que viverei, escrevo pelo sonho eterno, uma felicidade incerta e pelo que não sei. Escrevo porque estou pronta para novas lágrimas, para novos começos e consequentes fins, escrevo porque sou capaz de aguentar novas dores, e porque as antigas já não doem mais. Escrevo porque sempre escrevi, desde as primeiras decepções, as primeiras lágrimas, as primeiras paixões, e se continuei foi porque as angustias do tempo não me permitiram ser feliz, me aprisionaram em mares de saudade e falsas recordações, me perdi num mundo de utopia no qual eu nunca mais sofreria, e acreditei não mais precisaria colocar os pés no chão. Hoje escrevo porque acordei para o mundo real, porque aqui eu posso ser quem sou, são as minhas palavras, meus momentos, meus segundos de coragem para enfrentar a realidade. E por fim escrevo porque não calo, me exponho, aqui eu realizo não sonho.

Joice Inácio, 17 de agosto de 2011.

12 de agosto de 2011

encontro de si, por ai...


Penso como se fosse a primeira vez que pensei,
e me asseguro nos sonhos que eu criei,
porque a única coisa certa na vida, é a morte.
O resto se faz, desfaz é deixar acontecer...
então deixo que os passos abram meu caminho,
sei de onde estou vindo, mas não para onde estou indo,
e acredito fielmente no que chamam de destino.
E se um dia pelos campos da vida eu me perder
não sentirei medo nem irei me arrepender,
pois de cada erro fui feita e refeita por diversas vezes,
e foi numa dessas que eu me encontrei.

Joice Inácio, 12 de Agosto de 2011.