18 de setembro de 2011

quase três anos depois...


Querido essa sua lembrança me atormenta e devora o sono, tenho tatuagens indiscretas espalhadas pelo corpo de cada detalhe daquela manhã e daquela noite, que não me deixam esquecer nem por um segundo o quanto um dia eu amei você. Passei anos em vão a te odiar, como um remédio que tomei na hora errada e não fez efeito nenhum, e agora toda vez que eu alguém me pergunta, eu já não sei responder, amor me assusta da vontade de morrer. Prefiro viver em negação constante a cometer essa doce loucura de te procurar outra vez, se só em te ver já perco o sorriso, imagina como seria então falar com você. Eu queria uma boa dose de coragem, que fosse forte o suficiente pra parar na sua frente, olhar no fundo dos seus olhos em silêncio e quem sabe até repetir aquele último abraço, para que eu possa finalmente sentir que o assunto esta encerado.

Joice Inácio, 17 de Setembro de 2011. 
02:33 da madrugada.

Um comentário:

  1. Não importa quanto tempo passe... É como se tivesse sido ontem

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