19 de outubro de 2011

não há


É quando a dor exala no peito, corrompendo em silêncio tristes pedaços de uma solidão reprimida, que se desfaz em segundos consequentes de lágimas que saltam dos olhos e encharcam a alma, enquanto a vós se cala como quem quer dizer tudo mas não compreende nada. E são nessas tardes frias de outubro que o calor não se faz mais presente e o que resta é somente um sopro angustiante de lamento sem alento, sem proteção, como braços que não abraçam, como lábios que não se tocam, como delírios e desejos alucinados, mascarados de falsas mentiras e doces recordações, onde não há mais ar, também não há mais amor.

Joice Inácio, 17 de Outubro de 2011.

Um comentário:

  1. Mesmo a dor, e suas horas tristes, vem para que possamos amadurecer


    bjkas

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