4 de fevereiro de 2012

Desaba(r)(fo).


Eu não sei o que dizer, não sei se bebi mais do que deveria, ou menos. São tantos pensamentos mistos para um único sábado a noite aguentar, e na verdade eu não sei nem o que vim fazer aqui, talvez eu tivesse alguma coisa para dizer, mas ela deve ter ser perdido junto com tudo que só por hoje eu fiz questão de não lembrar. Me sinto só, mas ha pessoas em casa, talvez não seja falta de outros corpos, mas sim de outras almas. Não chorei, mas foi por pouco, tão pouco que preferi o silêncio a lágrimas e me guardei calada com mais um copo, eu sei que não é por isso que estou me confundindo é porque na verdade ha tantas coisas dentro de mim que já não sei distinguir o que estou sentindo, ha vazios e também a farturas, estaria eu doente então? doente da alma. Deveria eu então sentir dores? talvez não, talvez seja necessário apenas o silêncio e um pouco de paz. Ás vezes reclamo do vazio, porque é tão vazio, mas ao mesmo tempo é tão acolhedor, me traz memórias, saudades e alguns sonhos que eu mesma esquecia de sonhar. Percebo que não sou transparente, acabei de sorrir e foi verdadeiro. Estaria eu doente então? talvez não, talvez eu apenas estava precisando desaba(r)(far). Retorno a um mundo paralelo toda vez que não me acho, e escrevo, e escrevo, e escrevo para me manter lá, sinto medo mas nunca me perco sempre sei como voltar, mas nem sempre quero.

Joice Inácio, 04 de Fevereiro de 2012.

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