26 de abril de 2017

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Penso na vida.
Parece importante escrever.
E foi assim subitamente que tudo começou.

É complicado

No calor da página escrita a lápis, substituta por tinta mais tarde,
letras artificiais modificam o pensamento e o momento se vai, como quem nunca veio,
assim como veio, como quem nunca iria, como quem queria ficar, mas se foi.





27 de junho de 2013

... e continua tudo no mesmo lugar.


Tudo muda, nada permanece.
Se esquece, Silencia.
Tudo mudo, nada dito.
até o criado-mudo muda,
por incomodo, num comodo
onde o silencio incomoda, molda,
vira moda, rotina e na retina reflete
o flerte no instante em que tudo mudou
muda a foto, muda o quadro, o quarto, o vazio,
e até o criado-mudo, muda.
Se esquece. Silencia.
Inicia.

Joice Inácio, 27 de Junho de 2013.

19 de maio de 2013

Gaveta.


Paro, observo tudo ao meu redor e sei que um dia nada mais irá existir, pelo menos não da mesma forma. Costumava pensar que o tempo consumia tudo, até perceber que ele apenas modifica as coisas, nada se vai, nada é perdido. Mas como não dizer que ainda há o medo do tempo?, medo da sua velocidade, medo de como ele nos lança num futuro incerto, medo de como o passado fica mais distante a cada dia, medo das perdas que virão, de encarar o envelhecimento, a morte, a proximidade do fim, medo de como o tempo faz com que eu perceba a fragilidade da vida, a fragilidade dos sonhos, de todos os papeis guardados na gaveta, a fragilidade dos que estão escrito a lápis, das centenas de momentos escritos que eu protejo por medo que o tempo os leve, tão leve quanto os trouxe a mim. Não que eu proteja o passado, protejo o presente que o tempo transformou em lembrança. Protejo na minha gaveta, onde infelizmente não posso guardar a minha família, a minha casa, e as lembranças dos tempos que vivemos aqui. Não cabem na gaveta os almoços de domingo que costumavam ser na casa da minha avó antes de ela se mudar para o interior com todas as coisas que não couberam na gaveta, assim como não cabem os frango de padaria que nunca foram comprados numa padaria, o macarrão da tia Lourdes que eu nunca experimentei, a lasanha ás vezes doce demais, seca demais, salgada demais, crua demais, mas sempre na medida certa, a maionese que a minha mãe fazia no domingo bem cedinho, o filé de peixe e o bacalhau da sexta-feira santa, os quilos que carne para churrasco que sempre sobravam. Não cabem na gaveta as sobremesas do almoços em família o pavê da tia Lourdes, o bolo de chocolate, a torta de abacaxi ou o brigadeirão da tia Sidney, o pudim e a gelatina colorida da minha mãe que também eram feitos bem cedo ou na noite anterior. Não cabem na gaveta o vai e vem de potinhos de margarina e de sorvete que serviam de embalagem e passavam de casa em casa deixando as sobras de domingo para o almoço de segunda-feira, que dependendo de que quem havia comprado ás vezes durava até a quarta-feira ou até alguém desistir de comer e essas sobras, não cabem na gaveta, assim como todos os carros que meu pai já comprou e a forma como cada um deles marcou a nossa vida de algum jeito, principalmente os que nos levaram para Penápolis, uma cidade tão pequena mas que jamais caberia na gaveta, assim também como o fato da minha mãe não entender o porque do meu pai trocar de carro a cada seis meses (na verdade ninguém entende), por ela nós ainda estaríamos com o fusca branco, nosso primeiro carro, cujo devo ressaltar que os bancos pareciam ser revestidos de milhões de pontas de agulhas que também não cabem na gaveta. Há muitas coisas que não cabem na minha gaveta e que eu realmente gostaria de guardar, proteger, ajuda-las a sobreviverem ao tempo, como por exemplo o antigo guada-roupa, que não nos levava para Nárnia, mas também era um teletransporte para um universo paralelo onde podíamos ser quem gostaríamos de ser, viver na época e da maneira que gostaríamos de viver, ter a profissão e o numero de filhos que desejássemos, e quando digo nós, me refiro a Emely e eu. Cada dia era um dia diferente. Cada dia é um dia diferente. Cada dia será um dia diferente, e eu gostaria que coubessem na gaveta...

Joice Inácio.

15 de agosto de 2012

Ajustes.


É, ás vezes eu também preciso sair, entrar e resolver alguns problemas comigo, sentar, esperar, analisar, dialogar, opinar, fazer acordos, organizar, modificar, limpar, tirar debaixo do tapete, trazer, levar, deixar, concertar aqui e arrumar ali. Aquelas pendencias, algumas fotografias não recolhidas, uma piada que não foi compreendida, um sonho que não se despertou por inteiro, o resto do brigadeiro preso no fundo da panela, uma marca de café na toalha de mesa, o despertador que nem sempre apita, o som daquela campainha, o gosto da primeira dose de tequila, os cheiros dos perfumes, as gotas de suor, uma peça de xadrez, o barulho da cama, o baralho na mesa, o livro de cabeceira, cores e capas, beijos e tapas entre xeque-mates escorrendo entre trancas e trucos, gemidos ocultos, velas e fósforos deixados para trás. Mais fotografias, dessa vez em pedaços, pegadas deixadas no vapor, o cabo queimado da colher que mexia o chocolate, o cheiro do amaciante usado contra o café, a pilha nova no velho despertador, palmas, sem bebidas, outros ares, o tabuleiro encontrado da rainha perdida, sacolas plásticas que agora permitidas ajudam a recolher os cacos, um frasco de perfume quebrado, algumas gotas de sangue dos pés que se colidiram, um brinco sem par, um dvd sem nome, a velha xícara sem alça de amarelo desbotado, o urso de pelúcia presenteado, a presilha esquecida sobre a penteadeira, uma pétala usada como marcador do livro que um dia fora de cabeceira, lenços, luvas, bilhetes, cartas, recados não entregues, retalhos de momentos, uma linha ainda presa na agulha, um botão sem casaco, e mais fotos, dessa vez 3x4, limão, sal, leite condensado, e no fundo da gaveta o rei do lado adversário.
Alguns ajustes e quase tudo, quase fica, quase equilibrado.


Joice Inácio, 15 de Agosto de 2012.

18 de junho de 2012

Exatamente aqui.


E naquela noite você me ensinou que eu só deveria chorar quando fosse preciso. No começo eu não entendi direito, porque pensei que chorava exatamente porque precisava. E é ai que entra você, quieto, flutuando sobre as minhas dúvidas e confusões, me estende um caminho repleto de direções, me mostra que há mais de uma luz e que nem sempre todas estão no fim do túnel. Não apague, sorria. Foi dessa maneira que interpretei, e como quase uma recompensa eu ganhei motivos.
E durante o caminho você veio me mostrando, que é preciso calma, deixar que o beijo dure, que sim o tempo vem, mas que isso é bom, porque ele também cura, que 'um dia' chega, que ás vezes passa, que é possível derrotar o vazio que nos invade e o nada que nos destrói. Me ensinou que ainda há, ou melhor, que sempre haverá amor, e que amor não renasce, quando morre, morre e então outro nasce, puro, doce, novo e não de novo, construído, moldado, cada um feito com a sua própria fórmula secreta descoberta no dia-a-dia lado-a-lado. E eu gosto desse amor com fome de presença que mostra que não basta estar apenas junto, nem somente perto, mas que é necessário estar dentro. É entrega de corpo e recebimento de alma, é sangue, coração e dedos entrelaçados, flores, pernas e lençóis. São atos subentendidos nas entrelinhas dos motivos que você me deu da praça ao cinema, passeando pelos livros, da promessa de que a vida continua, e que talvez seja mesmo mais bonito ver o sol se pôr a dois.
Eu me lembro que estava completamente perdida quando você me encontrou, cheia de medo, de dúvidas, desejando estar só por não saber mais como é estar junto, sem saber se deveria ir ou ficar, sem ter pra onde ir, sem querer ficar, não suportando mais ver as ondas levarem meus sonhos antigos e sem forças para construir novos. E então você colocou na palma da minha mão um único grão de areia, o que significava "Recomeço". Secou minhas lágrimas, me protegeu dos raios, nuvens, chuva e frio. E agora sem dúvidas eu sinto que posso fechar meus olhos sobre o seu peito enquanto suas mãos curiosas descobrem a minha pele, com a certeza plena de que quando eu acordar ainda encontrarei você aqui, exatamente aqui.


Joice Inácio, 18 de Junho de 2012.


6 de maio de 2012

Reprise.


É quase insuportável suportar essa dor que preenche meu coração vazio de você.
É quase inaceitável aceitar que eu ainda me permita sentir algum sentimento por você.
Você! que se foi... que nunca irá voltar... Você! que não existe mais...
Acabou tudo, tudo acabou, acabou tudo, tudo acabou...
Nós nos deixamos as sós. E quando retornamos para nos encontrar...
Já não havia mais nada, ou quem sabe até havia tudo, mas era muito para carregar.
Hoje, você ainda existe, e esta por ai. Eu ainda existo, e estou por aqui. E "nós"?
Nós somos o que restou de "nós", o que restou dos nós.
Nos tornamos sobras, restos do que um dia foi imenso, foi intenso, foi único, foi...
mas não é mais, nem menos, só é passado, e passados, não costumam passar novamente!

Joice Inácio, Sábado, 05 de Maio de 2012.


22 de abril de 2012

Para. Olha. Sente. Crê.


Raios da tarde invadiram as frestas da janela. E até tentou levantar-se mas sem sucesso retornou ao seu buraco e cobriu-se até a cabeça deixando apenas um misero fio de respiração passar. Tão cansada de narrar o silêncio de suas dores em suas suplicas secretas que de quando em quando perdiam a intensidade, resolveu deixar de lado o caderno e assumir a cobertura como refúgio. Seus momentos de alegria beiravam a ironia e sua felicidade composta/incompleta/triste se tornou tão dolorida que a negou permitir existir. Tão cansada de mascaras ainda que ela própria precisasse fazer uso quando tentava contato direto com o mundo/espelho-mudo, tão perdida e sozinha por aqui e por ali tropeçando em uns e outros aplicando toda a força necessária para se agarrar em sua utopia que foi o que de mais seguro lhe restou, lá, seu mundo futuro, intocável, até hoje tão distante, tão fugindo, tão seu. Descobriu a cabeça e pôde encher os pulmões novamente, seus olhos agora carregavam as provas e seu coração os resultados, que se subdividiam em notas - como aquelas, é, aquelas, daquela canção bonita lá, que a abraça em paz - Ou números contados de acordo com os passos rumo à sua própria existência em fantasia. De uma só vez, puxou o resto do cobertor revelando até a cor das meias que usava - que apenas usava - e abruptamente num só movimento deslocou-se finalmente da cama deixando desaparecer lentamente o buraco no colchão. Cambaleou até o banheiro, lavou o rosto, mirando o espelho encarou a face marcada pelos golpes da noite/madrugada/manhã e direcionou-se ao chuveiro, gota após gota de alivio, dispensando emoções, onde já não cabiam mais cicatrizes. E então, enquanto o amarelo laranjado no céu surgia descobriu que estava viva e foi viver!

Joice Inácio, 19 de Abril de 2012.

14 de abril de 2012

Prisioneira.



Por que ainda dói tanto assim? Eu quis assim, eu escolhi isso, eu deveria ser a primeira pessoa a aceitar, mas dói, explode, entala, engasga e não sai. Preciso de um som, qualquer som que indique que estou chorando, um grito de dor ou quem sabe um suspiro de fim. Não entendo, mas talvez seja simples de entender. Dói porque fantasiei minha força, e forças maquiadas são mais frágeis que fraqueza, e então ela sei vai, e me deixa, despida no meio do mundo, passando frio, tentando cobrir, sem sucesso, com as mãos as partes que ainda valorizo, e eles passam e riem, riem do meu esforço, do meu sufoco, do meu frio, enquanto jogam seus cobertores extras e se vão como esmolas que jamais poderei alcançar, e sei que se pudesse não iria mesmo assim. Me conheço, e sei que prefiro passar frio ao receber o calor de outro por caridade. Ei de cobrir-me sozinha assim que descobrir uma maneira de romper essa barreira que por culpa dele ou minha eu não consigo sair. É como morrer e voltar por um assunto inacabado, como fantasmas que só encontram o seu caminho de luz quando terminam o que começaram. Me sinto assim, presa, nua, num cubo transparente, todos podem me ver, mas ninguém pode se aproximar, eu não deixo, não quero, não preciso deles. Mas estou sem ar, sufocada, e não consigo ouvir nenhum som, sinto frio, muito frio. Me encolho como uma criança com medo e vergonha, mas não cometi nenhum crime, e estou protegida do mundo la fora. Mas infelizmente não existe nada que me proteja do lado de dentro. Espera ai, eu estou só do lado de dentro. E agora sinto que talvez esse seja o maior dos perigos.


Joice Inácio, 13 de Abril de 2012.

7 de abril de 2012

A Lua, a Praça, tão perto e tão longe.

Podem até me dizer que foi coisa de verão. 
Mas é uma história que com certeza merece ser contada.


Após terminar de escrever um dos meus textos tristes, tomei uma atitude não muito a ver com o texto, mas sim com a coragem pra tomar uma inciativa, desliguei o notebook, fui ao banheiro me olhei no espelho, conferi se estava tudo em ordem, olhos, boca, cabelo, roupas, nada especial tudo básico, uma blusa de alcinha e shorts, um chinelo para completar, e passei pela cozinha, sozinha, não avisei aonde ia, peguei a bicicleta do meu avô, parei na calçada, mas antes de sair eu olhei ara o céu e fiquei perplexa e totalmente paralisada, era a noite mais linda que eu havia visto, a lua estava simplesmente cheia, brilhante, sem nenhuma nuvem em volta, não teve nem como não lembra-lo ali, quase que no mesmo instante peguei o meu celular do bolso e escrevi uma mensagem que só enviaria quando chegasse ao local, isto é, se tivesse coragem. O lugar era a praça perto da casa dele. Cheguei e escolhi um lugar para deixar a bicicleta, estava tudo vazio, muito vazio mesmo, apenas alguns carros passando ou sendo guardados na garagem. Após encontrar um lugar, sentei-me em um dos bancos, a vista era quase perfeita não havia nada na frente da lua, e eu estava lá sozinha como ela, tão cheia e ao mesmo tempo tão vazia, decidindo se ainda mandaria aquela mensagem. Afinal ele poderia estar com a namorada, e que espécie de pessoa eu estaria me tornando se fizesse isso? Não era justo, nem com ela, nem com ele, nem comigo. Mas mesmo assim eu criei coragem, disse para mim mesma que não seria em vão e estava disposta a enfrentar tudo, peguei o celular e li a mensagem novamente que dizia: “Você já olhou para o céu hoje? Se não olhou vai lá fora agora e veja o que sempre foi o nosso símbolo. Lembra de quando você sentava na praça perto da sua casa conversando comigo pelo celular? Era uma distancia tão grande e hoje é tão mínima. Sim, eu estou aqui, isso você sabe, quero dizer na verdade que estou aqui na praça. Não quero causar problemas para você, só queria conhecer o lugar que presenciou tantos papos sobre tantos desejos e sonhos, e agora eu estou aqui sentada, e sei que você vai aparecer nem que seja só para ver se é verdade. Ás vezes é necessário coragem, espero que você me desculpe e acredite que era real, tão real que estou aqui.” Cliquei no botão “enviar” e esperei... E esperei... Eram nove horas e quarenta minutos, depois eram nove horas e cinquenta minutos, e eu continuei a enviar mensagens, caso ele tão tivesse visto a primeira, e continuei a esperar, ouvia passos e olhava para trás, mas nunca era ele, então deixei de olhar quando ouvia algo, mas não me contive a procurar com os olhos quando ouvi uma musica que dizia “você nunca vai estar sozinha”, mas eu só ouvia e não achava de onde vinha o som, então fechei os olhos e lágrimas começaram a vazar quase sem querer quando os passos começaram a ficar mais perto e a música parou, abri os olhos e por um instante pensei estar sonhando, era a figura mais linda parada ao meu lado, vestia uma camisa de gola v preta e uma bermuda e não que fosse muito musculoso, mas tinha um corpo em ótima forma, seus ombros largos, suas pernas grossas, seus cabelos lisos. Então ele me contou que estava me procurando em todas as praças e que aquela era a primeira que tinha vindo, mas não me viu e estava preocupado, e eu só disse que não acreditava que ele estava realmente ali, depois sorriu, e sentou-se ao meu lado dizendo que iria me fazer companhia. Ele não havia me deixado sozinha, ele estava ali e eu também estava ali, e era quase inacreditável a quão linda e perfeita era aquela noite e aquela lua, ficamos olhando para o céu durante alguns minutos tentando entender como aquilo era possível, como estávamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe, depois conversamos por mais de uma hora, e ele precisou ir embora, antes de ir olhou pra mim e disse que não gostava de me ver triste e que amava o meu sorriso, então tocou meu rosto enquanto eu acariciava seus cabelos arrumando sua franjinha para o lado, e me deu um selinho dizendo “Joice eu te amo”, e levantou-se e dizendo “Preciso ir”. Segurei sua mão ainda sentada e pedi que não fosse, mas ele soltou-a devagar e caminhou rumo a sua casa, eu permaneci ali parada, e chorei, chorei porque me senti sozinha e era uma sensação horrível, então uma vós lá dentro de mim sussurrou que eu talvez o amasse, da minha maneira, e não significava que não seria amor, eu senti algo forte, e já que o sentimento era meu decidi que poderia chama-lo de amor, curto e breve, mas amor. Ele precisava saber disso, não por mensagens, ou por telefone, mas sim olhos nos olhos como ele fez comigo, assim sendo peguei o celular e implorei que ele voltasse para que eu pudesse dizer, e esperei... E esperei... Eram dez horas e cinquenta e seis minutos, e às onze horas e dez minutos ele voltou. Levantei-me e ele perguntou o que eu tinha, minha resposta foi um único abraço sem dizer nada e comecei a chorar, ele insistiu no que eu tinha e confessei que não queria que ele fosse embora, e não conseguia parar de abraçar ele, e a lua que também já estava indo embora, coberta pelas nuvens escuras, também retornou para ver, e o abracei e beijei a ponta do seu nariz olhando bem fundo nos seus olhos, e ele disse que não iria me beijar mas que eu estava provocando, sorri cheguei bem perto da sua boca e dei um beijo no seu queixo, ele também sorriu. Não nos beijamos. Por fim enceramos a noite, com outro abraço, ainda mais forte, mais quente, mais protetor, mais verdadeiro, eu toquei o seu rosto e disse olhando no fundo dos seus olhos o que ele tanto queria ouvir e que nesta noite era mais verdadeiro do que nunca, eu te amo.
Foi o sentimento mais intenso que eu já vivi, durou uma única noite, nunca nos beijamos e não chamaria de outra coisa a não ser de amor. Eu voltei de Penápolis no dia vinte e um, e só depois de uma semana eu consegui falar com ele, na conversa eu mandei esse texto, e acrescentei essa parte:
“Não importa o que irá acontecer daqui pra frente o que importa é o que já aconteceu, pois isso não se apaga, não precisamos imaginar como teria sido, apenas temos que nos recordar como foi e manter isso na memória, por que foi real e sempre existirá em nossas lembranças.”

Penápolis-SP, Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2012.