26 de dezembro de 2010

Uma vida.

E tudo se foi,
E todos se foram,
palavras lindas, preciosas, se foram...
volto a acreditar num sonho que eu não posso mais,
e crer que tudo isso vai ficar para trás,
porque antes do dia acordar, ainda pretendo dormir.
Dormir de olhos fechados, inchados
e lacrimejando sobre o travesseiro encharcado,
sobre um dia, uma noite, uma vida.
E não se enganar, não chorar, nem ouvir-te dizer
sobre amor, sobre dor, sobre eu e você.
porque antes da vida passar, ainda pretendo partir.
Partir de malas fechadas, trancadas
e sem despedida, por um dia, uma noite, uma vida.


Joice Inácio, 26 Dezembro de 2010.

23 de dezembro de 2010

e não tente me salvar.













Agora vou deixar de acreditar,
que tudo fica bem depois de chorar.
que palavras curam,
e que não dói amar.
Vou lavar minha alma sem lágrimas
e sorrir como se pudesse enxuga-las.
Vou me afogar nesse mundo doentio
dentro dos mais fúteis pensamentos que eu não queira pensar,
e vou me afastar lentamente do que costumam chamar de Vida!


Joice Inácio, 18 de Outubro de 2010.

15 de dezembro de 2010

Brinde comigo,


Sentada à beira da calçada
descalça, ela passa, e fica por ali
sem observar nada, apenas o que não quer ver
ela fica ali parada e parece não viver.
Depois entra já cansada, toma um banho, chega perfumada,
trás um banco com dificuldade,
sobe os quatro degraus da escada e volta para a calçada.
Ás vezes ela chora baixinho, mas não deixa ninguém perceber
não pode derramar lágrimas se não alguém pode ver.
E assim, ela fica ali, não tem pra onde fugir
e não é mais necessário sorrir.
Ninguém sabe pra onde ela olha, nem pra onde quer olhar,
ninguém sabe o que ela procura, mas a garota só quer
alguém para amar.
E é difícil encontrar, quando tudo que conhece, só quer te machucar.
Aceite essa taça de guaraná, e umas balas de menta para acalmar,
porque no fim, não é aqui, que você deve estar.
E a noite acaba,
o filme é esse,
um novo capitulo, que repete o de ontem, todos os dias.
Mas essa será a última vez que brinda comigo.


Joice Inácio, 15 de Dezembro de 2010.

7 de dezembro de 2010

Em silêncio,


É pouco o que falo,
mas intenso o que penso.

Joice Inácio, 07 de Dezembro de 2010.

6 de dezembro de 2010

Minhas Palavras


Se atropelam, se revelam,
se perdem, se encontram,
são doces, são amargas,
ás vezes felizes, ás vezes tristes,
são arrependidas, divididas,
solitárias, ou amigas,
são de alguém, não são para ninguém,
sobre mim, sobre ti,
sobre amor, sobre dor,
Se mostram, se escondem,
estão por aqui, e por ali,
numa música, num filme,
na música de um filme,
Num conto, num encontro.
Eu não as procuro, elas me encontram,
chegam espalhadas, e me deixam maravilhada,
ao se encaixarem no seu devido lugar,
vêem por onde eu não poderia, e no fim tudo acaba em poesia.

Joice Inácio, 06 de Dezembro de 2010.

4 de dezembro de 2010

Motivo.










Sem muito a dizer, eu espero.
acredito que virá, já sinto seus perfume
imagino você entrar.
Sem muito o que fazer,
eu escuto aquela música que me lembra você,
o filme já não é o mesmo que passa na TV.
Sem muito a acreditar,
sinto saudade dos dias ao seu lado,
dizer, Eu te amo, de pés descalço
sem ter medo de tropeçar.
E assim eu tento todos os dias, fazer de conta que esta aqui
se a saudade diminui.
Sem muita esperança, eu espero.
Sem mais motivos, aqui encero.

Joice Inácio.

3 de dezembro de 2010

Há coisas que a gente esquece de se lembrar.


Estava folheando um livro,
cujo o qual nunca pensei ter lido.
Mas já na primeira página me surpreendeu,
havia um papel esquecido, cortado à mão
com uma pequena lista de lembranças que eu devia ter comprado,
mas nunca encontrei nenhum dos itens.
E o papel dobrado lá ficou.
Nas próximas folhas novas surpresas,
milhares de marcações à lápis
de frases marcantes que eu recordei.
E no último instante quando minhas mãos tocavam a capa para fecha-lo,
uma última surpresa, uma frase de minha autoria que dizia:
"Hoje descobri que não posso dormir sem um, Eu te amo, seu, e me faz tanta falta."
Datada em 22 de Junho de 2009.
Não havia mais surpresas no livro de poemas de Álvaro de Campos-Fernando Pessoa.
descansei o livro na estante,
depois papel e caneta,
Cá estou, 1 ano e 5 meses depois, deixando uma nova marca num velho livro.

Joice Inácio, 02 de Dezembro de 2010.

Interpretação própria.










Escrevo por prazer, e por não ter mais nada para fazer,
Deitada, o sono é pouco,
parece ignorar o cansaço do meu corpo.

Espalhei sobre a cama dezenas de livros que ainda não li,
mas todos os dias abri.
Talvez por não me dizerem nada,
ou porque talvez eu não queira ouvir.

E aqui fico.
Porque se permaneço me esqueço,
se viro caio, se cair fico.

Me acorde amanhã no último horário do dia.
Porque à noite eu saio, se saio caio, se caio fico.

Nem penteei o cabelo,
joguei o salto embaixo da cama,
e o resto no chão.
Cobri até a cabeça e sumi!

Porque se sumo saio,
se saio caio, se caio fico,
e aqui estou.
Porque se permaneço me esqueço.


Joice Inácio, 30 de Novembro de 2010.

2 de dezembro de 2010

E não sinto tanta falta












Eu rabisco o infinito no qual eu acredito,
e não sinto tanta falta,
Eu fecho meus olhos e repouso meu coração cansado,
viro, reviro, procuro algo qualquer, em qualquer lugar
e não sinto tanta falta,
Me escondo e apareço quando necessário
desvio a memória, escrevo uma história
e não sinto tanta falta,
Entro na dança, componho uma música,
não sei toca-lá, mas fingo que aprendi
e não sinto tanta falta,
Faço uma lista, folheio a revista,
acho tudo chato, volto aos planos,
e não sinto tanta falta.


Joice Inácio, 12 de Setembro de 2010. 21h16

Como saber?












Temo que esse amor se acabe aos poucos com o tempo,
mas ai não seria amor.
- Como saber?
Deixar ser eterno, enquando faço de conta que é?!
mas então se não fosse amor, ainda assim amaria
e com o tempo duraria, porque eternamente em mim ficaria.
Temo que meu coração me engane aos poucos com o tempo,
então seria falsamente feliz.
- Como saber?
Deixar morrer, enquando faço de conta que estou bem,
e então se não fosse feliz, não mais amaria
e como o tempo talvez pudesse esquecer,
por não sido amor.
- Como saber?
...

Joice Inácio, 22 de Setembro de 2010. 21h00

Sonhar


Sonhar,
Quando o que real parece tão distante,
quando fazer o impossível ainda não é o bastante.

Sonhar,
Para fugir quando falta força,
para fingir que ainda é forte.

Sonhar,
Para imaginar como será,
para esquecer como foi e como seria.

Sonhar,
Simplesmente por não querer estar aqui,
e mais simples ainda por não ter aonde ir.

Sonhar,
Talvez seja se esconder,
talvez seja a maneira mais fácil de viver.


Joice Inácio, 25 de Abril de 2010.

Cansaço












Tão cansada, sem força,
como arde, como queima, como dói.
Tão machucada e arrependida
tão frágil e lamentável
sem pureza sem doçura
um outro eu sem mim.
Enquando engana a si mesma
fingindo que esta tudo bem. Mas sabe que não.
Agora uma dose de veneno ou um milagre
é o que pode fazer tudo mudar,
mas o sono não vem e não há veneno aqui.
Então só calmantes vão dizer, se amanhã será
como tudo deve ser.

Joice Inácio, 13 de Agosto de 2010.

Acaso


Não que seja por acaso, mas se caso fosse já foi.
Disse e não disse, me guardei perdida sem ser eu.
Narrei o drama, chorei ao aplausos inoscentes,
e inoscentemente me fargilizei, com a perda do silêncio.
Fui secreta, discreta e lamentável.
Vi o que por trás esocndiam, olhei outra vez,
e ainda assim os olhos pareciam se enganar
virei-me sem ver o que restou,
Fui firme, uma passo de cada vez,
Para onde?
- Saberei quando chegar.
Enquando isso o acaso me conduzirá!


Joice Inácio, 24 de Julho de 2010.

E os pensamentos se vão...













Hoje a noite me inspira a escrever-te
tudo que o coração guaradava,
Dentro dos olhos ao se econtrarem
e timidamente desviarem.
Hoje preciso e direi, tudo que calei,
num sorriso ao canto da boca que o desejava.
Mas recuava por medo,
e silenciava os gritos da alma 
procurando um beijo.


Joice Inácio, 22 de Setembro de 2010. 23h05

Só,


Eu só quero escrever, sem me questionar.
Deixo minha mão direita correr pelas linhas
tentando descrever algo que não pode compreender.
Fecho os olhos e as palavras ainda aparecem.
Penso! mas nã quero pensar,
só preciso escrever,
Aliás, quero um como d'água e também morrer...



Joice Inácio, 22 de Setembro de 2010. 23h10